Blog

O papel do exercício físico na prevenção de doenças
Saúde

31 Outubro 2019

O papel do exercício físico na prevenção de doenças

O papel do exercício físico na prevenção de doenças

As doenças crónicas não transmissíveis (DCNTs), são multifatoriais que se desenvolvem com o decorrer da vida e, atualmente, apresentam-se como uma epidemia global que incluem fatores como, hereditariedade, estilos de vida, exposição a fatores ambientais e a fatores fisiológicos.


Apesar da prática de exercício físico estar cada vez mais associada a uma melhoria da qualidade de vida da população, principalmente, na prevenção das DCNTs como as doenças cardiovasculares, neoplasias malignas, doenças pulmonares crónicas e diabetes, verifica-se que o estilo de vida da sociedade europeia é cada vez mais sedentário.


Segundo os dados difundidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), as pessoas sedentárias têm um risco de mortalidade superior de 20% a 30%, especialmente por doenças crónicas. “Especificamente em Portugal, estima-se que cerca de 14% das mortes anuais esteja associada à inatividade física, um valor superior à média mundial, que se encontra abaixo de 10%” (DGS, 2017, p. 5).


Não descorando a parte genética como um fator de grande relevância no desenvolvimento destas morbilidades, as principais causas estão relacionadas com fatores ambientais e estilo de vida.


Papel do exercício físico na prevenção das DCNTs:


Melhoria de parâmetros cardiorrespiratórios: aumento do parâmetro Vo2max, associado a uma diminuição do risco de hipertensão, doença cardiovascular, obesidade, diabetes e alguns tipos de cancro.


Melhoria da força e resistência: associado às atividades do quotidiano (correr, sentar, levantar, transportar pesos…), menos risco de lesão, dores osteoarticulares, prevenção da osteoporose. E ainda, incremento da massa muscular e, por consequência, aumento do metabolismo, promovendo assim, a melhoria do perfil lípido, níveis de colesterol, menor risco de hipertensão arterial e diabetes. Também aumenta o bem-estar psicológico.


Melhoria da flexibilidade: a sua associação à prevenção ou retardamento dos efeitos das doenças crónicas ou fatores de risco não é tão explícita como as restantes componentes, contudo, facilmente se depreende que a flexibilidade atua como um método auxiliar ao restante trabalho cardiovascular, de força e/ ou resistência, nomeadamente através da promoção do reforço do aparelho músculo-esquelético (postura, qualidade de movimentos, composição muscular e articular, etc).


Estes fatores levam à melhoria da composição corporal ou características morfológicas que assumem extrema relevância para a saúde quando associados à massa corporal (gordura, ossos, músculos, resíduos (vísceras, sangue, etc) e massa magra).


Face ao estilo de vida atual, sabe-se que muitas doenças ou perturbações estão relacionadas com uma composição corporal anormal, ou mesmo com disfunções na sua constituição.
Assim sendo, a prática de atividade física regular é capaz de agir na prevenção de doenças crónicas e como tratamento não farmacológico, melhorando a qualidade de vida do paciente.


Em suma, a negligência pela prática assídua da actividade física e a prevalência do sedentarismo potencia o aumento do risco de doenças crónicas já existentes, bem como o aparecimento de novas doenças, físicas e mentais, que, com relativo esforço e motivação, seriam combatidas e prevenidas.


Precisas de um aconselhamento profissional e qualificado, sobre a melhor nutrição desportiva para ti? Agenda já uma consulta gratuita aqui.


Por Fábio Oliveira, Personal Trainer na Academia Bodylab.


>> Este artigo foi útil para ti? Subscreve a newsletter. É grátis. CLICA AQUI  <<  


Bibliografia:
AdMil, T., & Amorim, F. (2018). Benefícios da atividade física na promoção da saúde e da qualidade de vida.
Alves, M., & Bartira, P. (2015). "and the practice of physical activity on the impact of hospitalizations for causes sensitive to primary care". Centro Universitário UNIFAFIBE.
DGS. (2017). Programa nacional para a promoção da atividade física.