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Libertação Miofascial Autoinduzida (LMA)
Treino

09 Março 2018

Libertação Miofascial Autoinduzida (LMA)

Libertação Miofascial Autoinduzida (LMA)

(Parte I)


No contexto atual, é bastante comum vermos praticantes do exercício físico e atletas a realizar a Libertação Miofascial Autoinduzida (LMA), principalmente com a utilização de um foam roller, mais conhecido como rolo de espuma.


Mas, será realmente importante recorrer à LMA?


De acordo com as revisões sistemáticas mais recentes da literatura sobre o tema, a LMA pode promover, em programas com duração superior a duas semanas, o aumento da flexibilidade, da amplitude do movimento e reduzir não só as dores musculares como prevenir possíveis lesões.


A sociedade de hoje é maioritariamente sedentária, com maus hábitos posturais, com padrões de movimentos incorretos e sujeita diariamente ao stress emocional. Todos estes fatores provocam grandes alterações na fáscia. Estas alterações podem acentuar modificações estruturais, aumentado o risco de lesão.


Neste sentido, e respondendo à questão, não só é importante como imprescindível, na maioria dos casos, introduzir LMA com regularidade nos treinos.


Mas afinal o que é a Libertação Miofascial Autoinduzida?


Por definição a palavra ”miofascia” agrupa inseparavelmente o tecido muscular (mio) e a rede de tecido conectivo (fáscia) que o acompanha. A fáscia é o tecido que envolve e liga toda a estrutura do corpo, tendo como principais funções a estabilização, proteção, coordenação e suporte.



>> Clica aqui: PROMOÇÕES DE HOJE <<  


A LMA é uma técnica em que,maioritariamente, é executada através da utilização de um foam roller (rolo de espuma) ou uma bola de lacrosse, com o objetivo de realizar uma “auto-massagem” no contexto de treino. Consiste na libertação da tensão muscular pelo próprio individuo, em que utiliza o seu peso corporal no foam roller, para exercer pressão na área de tecidos afetada.


O princípio da LMA é aplicar uma leve pressão no ponto de adesão ou “nó” (trigger points), libertando assim a tensão acumulada nas fibras musculares e promovendo um correto alinhamento na direção do músculo ou fáscia. Esta pressão ajuda a libertar a tensão indesejada, diminuindo a hipertonicidade muscular, restabelecendo assim a sua eficiência neuromuscular.


Riscos e Contraindicações


Existem alguns casos em que devemos ter particular atenção e para as quais devemos evitar realizar a Libertação Miofascial Autoinduzida, principalmente em zonas em que o osso está muito superficial, no pescoço ou em zonas com equimoses, hematomas e feridas abertas. Para além disso, devemos ter igual atenção em mulheres grávidas, sobretudo no primeiro trimestre, evitando a sua realização na região interna dos adutores e perna.


Para além do exposto anteriormente, e de acordo com a literatura mais relevante, a LMA é também contraindicada em casos de: osteoporose, osteomielite, flebites, veias varicosas, celulite, artrite reumatoide aguda, coágulos sanguíneos, eczemas, fraturas em tratamento, edemas obstrutivos, diabetes avançada, infeção localizada sistémica, bursites, aneurisma, pele hipersensitiva, terapia anticoagulante.


Em breve iremos publicar um conjunto de exercícios, que ilustram uma possível intervenção com a técnica de LMA nos vários músculos alvo. Fica atento!



Por Ricardo Jesus, Personal Trainer


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