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Jejum Intermitente?
Nutrição

31 Janeiro 2018

Jejum Intermitente?

Jejum Intermitente?

Uma das maiores tendências atuais do mundo do Fitness e Saúde é o jejum intermitente, um padrão alimentar em que a ingestão de alimentos fica limitada a um período de tempo definido e relativamente curto do dia.


Existem vários tipos de Jejum Intermitente. Eis os mais comuns e também os mais praticados:


Jejum 24 Horas (Eat-Stop-Eat): tal como o seu nome indica, consiste em fazer períodos de 24 horas de jejum, uma ou duas vezes por semana. Nos dias de jejum só são permitidas bebidas isentas de calorias, como água, chás, tisanas. Nos restantes dias a alimentação faz-se normalmente.


Jejum 16/8 (o mais “popular” entre os seguidores): consiste num período de jejum de 16 horas, seguido de 8 horas de alimentação. Neste período, é permitida a ingestão de todas as calorias necessárias.


Geralmente faz-se a primeira refeição do dia às 12-13h (almoço), outra refeição mais pequena entre as 16-17h (lanche) e a última refeição do dia por volta das 20-21h (jantar). Tudo em função de cada caso em particular mas, regra geral, esta é a sequência mais lógica para quem tem que partilhar as refeições principais, por exemplo em família…


Jejum 12/12: é idêntico ao anterior, só que consiste num período de 12 horas de jejum e outro de 12 horas de alimentação. Acaba por ser relativamente mais fácil para iniciantes.



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Jejum 5:2: em dois dias da semana fazer um jejum parcial, em que apenas se ingerem cerca de 25% das calorias habituais (500-600 kcal).


Warrior Diet: o período de alimentação fica resumido às últimas 4 horas do dia.


O jejum intermitente não se trata de uma dieta (plano alimentar) no verdadeiro sentido da palavra, uma vez que, nada nos diz sobre que alimentos ingerir, mas apenas, os momentos em que ocorre a ingestão.


Nenhum pressupõe uma restrição calórica embora esse princípio esteja subjacente e possa justificar os eventuais benefícios deste padrão alimentar, tais como:


– Perda de peso/massa gorda – pela possível restrição calórica
– Maior sensibilidade à insulina – no jejum os níveis de insulina diminuem
– Redução da inflamação – melhorias metabólicas, nomeadamente perfil lipídico e redução doença cardiovascular
– Menor stress oxidativo – retarda o envelhecimento, usada em tratamentos de cancro (redução da proliferação de células malignas)
– Adaptação metabólica


Apesar disso, existe um o problema associado ao Jejum Intermitente, que é a falta de suporte científico em humanos. A grande maioria dos trabalhos é em modelo animal, não podendo ser, de forma alguma, extrapolados.


No entanto, pode ser usado como uma estratégia para perda de peso, dependendo das situações e da facilidade de adesão, não esquecendo que, como padrão alimentar requer escolhas alimentares saudáveis. E isto aplica-se quer se faça jejum ou se faça 3, 4 ou 6 refeições por dia.


Por Joana Correia, Nutricionista



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