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As 9 lesões mais frequentes no atleta
Treino

24 Julho 2018

As 9 lesões mais frequentes no atleta

As 9 lesões mais frequentes no atleta

A prática desportiva é saudável, melhora a qualidade de vida e faz-nos sentir bem no dia-a-dia. No entanto, as lesões fazem parte do desporto, os acidentes acontecem e com a idade a probabilidade de sair ileso de uma atividade mais intensa diminui.


Contudo, o corpo humano felizmente tem uma excelente capacidade de se auto-regenerar e junto com um bom descanso, a recuperação torna-se mais rápida e eficaz.


Lesões mais frequentes:


Tendinite – é a inflamação, lesão, inchaço ou degeneração de um tendão estrutura fibrosa que une o músculo aos ossos.


Estiramento e Distensão muscular – caracteriza-se por um rompimento parcial ou completo de fibras ou feixes musculares, resultante de um esforço extremo realizado pelo músculo em questão.


Contusão muscular – é considerada uma lesão traumática aguda, decorrente de trauma direto aos tecidos moles, que provoca dor e edema.


Cãibras – são contrações involuntárias de um músculo- esquelético. São frequentes durante a noite ou em exercícios físicos extenuantes, em pessoas que não possuem condicionamento físico adequado.


Bursite- é a inflamação de uma bolsa sinovial, um saco membranoso revestido por células endoteliais.


Entorses – podem ser definidas como uma lesão traumática de uma articulação, com alongamento, arrancamento ou rutura de um ou mais ligamentos, sem deslocamentos das superfícies articulares.


Rutura de ligamento - A rutura de ligamentos acontece quando os ligamentos que suportam uma articulação são subitamente esticados ou rasgados.


Luxação – é o deslocamento repentino e duradouro, parcial ou completo de um ou mais ossos de uma articulação.


Lombalgia- é caracterizada como uma dor na região lombar, próxima a bacia, ou seja na região mais baixa da coluna.



TENDINITE


A tendinite é a inflamação do tendão, uma estrutura fibrosa, como uma corda, que une o músculo ao osso.


Em geral, os sintomas da tendinite são:


- Dor localizada no tendão afetado, que piora com o movimento

- Dificuldade em realizar movimentos com o membro afectado
-  Diminuição da força muscular no membro afectado
- Leve edema ou sensação de rubor e calor
- Diminuição da flexibilidade no membro afectado


Fatores de risco:


- Falta de alongamento muscular
Postura inadequada
Movimentos repetitivos
Idade do paciente
Atividades desportivas em excesso


A tendinite quando é tratada atempadamente poderá ter cura. O tempo de tratamento varia de acordo com a gravidade da lesão do tendão. Quanto mais rápido for iniciado, mais rápida será a cura.



Tratamento:


- O tratamento faz-se à base de anti-inflamatórios, aplicação de gelo e fisioterapia;


- Aplicação de gelo (crioterapia) na zona afetada, produz normalmente, bons resultados;


- Por vezes são injetados corticosteróides e anestésicos locais na bainha do tendão (infiltrações);


- O tratamento deve ser repetido periodicamente, até que a inflamação desapareça;


- Em alguns casos são recomendados exercícios terapêuticos (fisioterapia);


- Para que o tratamento seja eficaz é necessário evitar ou, se possível, parar actividade que deu origem à lesão. O repouso sem dúvida que é o mais importante.


- Se o tendão não recuperar em absoluto pode produzir-se uma lesão crónica (tendinose), com um maior compromisso do tensão, podendo mesmo levar à sua rutura;


- Uma tendinite crónica e persistente pode requerer intervenção cirúrgica, sendo a fisioterapia necessária.



ESTIRAMENTO E DISTENSÃO MUSCULAR


A única diferença entre o estiramento e a distensão muscular é o local onde ocorre a lesão. No caso do estiramento, o local da lesão são as fibras musculares (no meio do músculo), no caso da distensão o local da lesão é o tendão.


O alongamento excessivo do músculo, durante a corrida ou em jogo de futebol por exemplo é a principal causa para estas duas lesões. O tratamento das duas lesões é muito semelhante e requer o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e fisioterapia.


Existem músculos mais suscetíveis e expostos a este tipo de lesão, como, os isquiotibiais, quadricípete, gémeos e adutores.


Sintomas:


- Edema
- Inflamação
- Dores musculares 
- Hematoma
- Limitação de movimentos
- Perda de força
- Rigidez muscular


A classificação dos estiramentos tem importância no diagnóstico, já que identifica e quantifica a área lesado do músculo, os critérios de tratamento, o tempo de afastamento do desporto e a prevenção de sequelas.
Podemos classificar os estiramentos de acordo com as dimensões da lesão em:


Grau I - é o estiramento de uma pequena quantidade de fibras musculares. A dor é localizada em um ponto específico, surge durante a contracção muscular contra resistência e pode ser ausente no repouso. O edema pode estar presente, mas, geralmente, não é notado no exame físico.


Grau II – O número de fibras lesionadas e a gravidade da lesão são maiores. São encontrados os mesmos achados da lesão de primeiro grau, porém com maior intensidade e uma recuperação mais lenta.


Grau III – Esta lesão geralmente ocorre desencadeando uma rutura completa do músculo ou de grande parte dele, resultando em uma importante perda da função. A dor pode variar de moderada a muito intensa, provocada pela contracção muscular passiva. O edema e a hemorragia são grandes, dependendo da localização do músculo lesionado, o edema, a equimose e o hematoma podem ser visíveis, localizando-se geralmente em uma posição distal à lesão devido à força da gravidade.


Em caso de suspeita de um estiramento/distensão muscular, deve-se colocar de imediato uma bolsa de gelo envolvida numa toalha fina, por aproximadamente 20 minutos, e procurar auxílio médico a seguir. Embora os sinais e sintomas possam confirmar a suspeita a única forma de confirmar a ruptura do músculo ou do tendão é através e exames complementares.


Um atleta, exposto a qualquer negligência de diagnóstico, certamente aumentará seu período de reabilitação e retardará o seu retorno à prática de exercício físico.


Os fatores de produção da lesão são diversos e é importante saber detalhes da história clínica e do mecanismo da lesão:


- Estado de condicionamento físico do atleta (se sofreu a lesão no início ou no final da prática de exercício);
- Como foi feito aquecimento;
- Condições climáticas e o estado de equilíbrio emocional.


Após tratamento inicial na fase aguda da lesão, com gelo, repouso, uso de anti-inflamatórios prescritos por um médico, sessões de fisioterapia, inicia-se a recuperação do movimento ativo, com carga sem provocar dor. A inclusão dos exercícios de alongamentos é fundamental na recuperação da lesão. Com toda esta sequência, utiliza-se os exercícios de recuperação funcional que tem como objectivo retornar o atleta ao nível de actividade antes da lesão, restaurando a estabilidade funcional e os padrões de movimentos específicos para o desporto, minimizando o risco de nova lesão.


A evolução do tratamento deve obedecer a uma avaliação diária da dor, amplitude de movimento, força muscular e a sensação subjectiva do paciente. Não cumprindo com o tratamento pode haver novas lesões no mesmo músculo e que pode resultar de sequelas e longos períodos de afastamento do desporto.


Para prevenir um estiramento/distensão muscular deve-se manter o músculo devidamente fortalecido e alongado constantemente, respeitando as limitações corporais e evitando treinar sozinho, sem orientação profissional. No entanto, até mesmo os atletas de alta competição podem sofrer estiramentos e distensões musculares durante a sua prática desportiva, mas em todo o caso, o objectivo dos treinos é evitar que isso aconteça.


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CONTUSÃO MUSCULAR


A Contusão muscular geralmente é causada por um trauma direto. Este tipo de lesão é muito comum em atletas, principalmente em jogadores de futebol, mas pode acontecer em todos que praticam atividade física.


A contusão muscular pode ser classificada em leve, moderada ou severa, dependendo da gravidade da pancada e do tempo necessário para sua recuperação.


Sintomas:


- Dor intensa na área afetada
- Depois de algumas horas ou dias, será visível a mancha do hematoma
- Perda de força ou limitação de movimento devido as pontadas que sente durante os movimentos
- Rigidez


Tratamento:


O tratamento das contusões musculares pode ser dividido em 3 fases:


1ª fase aguda: logo após a contusão, a intenção do tratamento é diminuir a dor e controlar qualquer complicação no local (por exemplo: hemorragia, fraturas, etc..).


As medidas mais simples nesta etapa do tratamento incluem repouso com elevação, imobilização do local afectado e compressas geladas por 1-2dias. Durante este período, é recomendável evitar aplicar calor no local para não piorar o inchaço.


Se a dor da contusão for muito intensa, é recomendável utilizar canadianas ou bengalas. Além de evitar a piora da lesão muscular, estes apoios também ajudam a evitar sobrecarga na coluna e crises de espondilite. Antiinflamatórios e analgésicos receitados pelo médico também são úteis para diminuir o desconforto.


2ªfase de recuperação: o objetivo nesta fase é recuperar a mobilidade e a força muscular. São recomendados exercícios supervisionados. A intensidade dos exercícios varia de acordo com a tolerância de cada pessoa.


3ª fase de regeneração: nesta última fase ocorre a recuperação gradual do músculo. O tratamento é feito com exercícios de resistência.



CÃIBRAS


As cãibras são contrações involuntárias e dolorosas de um músculo ou de um grupo muscular, afetam principalmente os músculos posteriores da perna. Uma cãibra pode começar durante atividade física, no repouso e até durante o sono.


A falta de condicionamente físico e a fadiga podém ser responsáveis pelas cãibras e outras lesões musculares.


O uso excessivo de um músculo, desidratação, tensão muscular ou simplesmente manter a mesma posição por um período prolongado de tempo pode resultar em uma cãibra muscular. Em muitos casos, no entanto, a causa exata do sintoma é desconhecida.


Fatores que podem aumentar o risco de cãibras musculares incluem:


- Idade avançada
- Desidratação 
- Gravidez
- Ingestão excessivo de álcool
- Presenças de doenças metabólicas


As cãibras musculares geralmente desaparecem por conta própria e raramente necessitam de cuidados médicos. No entanto, procure ajude profissional se a cãibra apresentar:


- Desconforto grave
- Edema na perna, vermelhidão ou alterações cutâneas 
- Fraqueza muscular
- Quando acontece com frequência 
- Quando não esta associada a uma causa óbvia, como o exercício fatigante


Tratamento:


Para aliviar a dor de cãibras musculares, pode aplicar uma compressa quente ou fria nos músculos doridos ao primeiro sinal de um espasmo. Se a dor não diminuir consulte o seu médico porque pode precisar de ajuda de anti-inflamatórios.


Cuidados para prevenir:


- Alongar e aquecer os músculos antes de iniciar a atividade física
- Ingerir líquidos adequadamente
- Tenha uma dieta equilibrada



BURSITE


Bursite é a inflamação da bolsa sinovial, uma estrutura cheia de líquido que se localiza entre um tendão e a pele ou entre um tendão e o osso, com função de amortecimento e auxílio no deslizamento dos tecidos e nutrição.


A ocorrência de Bursite é mais comum nos ombros, cotovelos e anca. Pode ocorrer também nos joelhos, calcanhares e dedo grande do pé, além de outras articulações. No geral, a bursite ocorre perto das articulações que realizam movimentos repetitivos. Esta doença pode ser aguda ou crónica.


A causa mais comum de bursite é a repetição de movimentos em determinadas articulações ou posições que possam causar danos às bursas. Isso pode acontecer nas seguintes situações:


- Lançar bolas ou levantar algo sobre a cabeça repetidamente
- Apoiar-se em cotovelos por longos períodos de tempo
- Ajoelhar-se por longos períodos de tempo
- Ficar muito tempo sentado, principalmente em lugares com superfícies duras e pouco confortáveis


A bursite para além do uso excessivo e cónico das articulações pode também ser causada por:


- Traumas ortopédicos
- Processos reumatológicos
- Gota ou por algum tipo de infeção


Fatores de risco:


- Idade (torna-se mais comum com o envelhecimento).
- Ocupações ou hobbies: se uma pessoa tiver uma profissão ou tem um hobby que requer movimento repetitivo ou que exerça pressão sobre uma articulação específica, está mais sujeita a desenvolver uma bursite.
- Artrite reumatóide, gota, diabetes aumentam o risco de desenvolvimento de bursite.


Sintomas:


- Dor nas articulações e sensibilidade ao pressionar a região ao redor da articulação.
- Rigidez e dor ao movimentar a articulação afetada.
- Edema, calor ou vermelhidão na articulação, principalmente quando à infeção.


Tratamento:


- Repouso
- Aplicação de gelo (crioterapia) no local da lesão e o uso de analgésico para a dor com auxílio do médico.


Caso estas medidas não sejam suficientes, recorrem ao médico ao qual lhe poderá ajudar de outras formas tais como:


- Medicação
- isioterapia 
- Infiltrações
- Cirurgia


Bursite não tratada pode evoluir para alguns problemas mais graves de saúde, como por exemplo bursite crónica. Além disso, diversas injecções repetitivas de esteróides, num curto período de tempo, podem causar danos nos tendões.



ENTORSE


O entorse é uma lesão dos ligamentos de uma articulação sem deslocamento das superfícies articulares. Em caso de entorse, o raio de acção normal de uma articulação é ultrapassado com o efeito do impacto e causa um dano por distorção no aparelho cápsulo-ligamentar.


Os ligamentos são tecidos de estrutura elástica que conectam os ossos e encontram-se nas articulações.


A causa em si deve-se quando a articulação é submetida a um movimento brusco há risco de ocorrer um entorse de grau 1,2 e 3. É o que ocorre com atletas (jogadores de futebol, ténis, etc..) que efectuam movimentos bruscos e violentos com frequência. A caminha ou um movimento em falso podem também provocar um entorse.


Os factores de risco são principalmente os praticantes de desporto e a fadiga em geral (que enfraquece e pode favorecer um entorse).


Sintomas:


- Dor
- Edema na articulação lesada juntamente com alguma sensibilidade na articulação local.
- Em entorses mais graves pode haver deformidade (mudança no contorno normal da articulação) e uma mudança notável na função da articulação. Esta mudança de função pode incluir uma sensação de que a articulação se torna instável ou não confiável, uma sensação de que a articulação se encontra muito solta ou que os ossos não estão alinhados nas suas posições.


Outros sintomas dependem da articulação envolvida e do ligamento que tenha sido ferido. Por exemplo, uma entorse do LCA (ligamento cruzado anterior) pode afastar um atleta imediatamente por causa da dor intensa, inchaço e uma sensação de que o joelho se desloca para fora. No entanto, a entorse do LCP (ligamento cruzado posterior) pode causar unicamente um leve inchaço que não motiva o atleta a parar de jogar.


Tratamento:


Grau 1: onde apenas micro lesões afetam os ligamentos.


- Repouso, não andar sobre o membro afectado.
- Se for no tornozelo, joelho, usar canadianas se necessário.
- Elevar o membro.
- Aplicação de gelo durante 20 minutos sobre a zona afetada, com um tolha envolvida para não haver queimaduras na pele.


Grau 2: onde ocorrem micro lesões ou ruptura parcial dos ligamentos.


- Pode ser necessária imobilização para permitir mais tempo para a recuperação.


Grau 3: pode haver ruptura total de um ou mais ligamentos.


- Sendo grave o ortopedista poderá considerar a colocar gesso por duas a três semanas ou uma bota imobilizadora com posterior recomendação de fisioterapia;
- A cirurgia pode ser necessária para reparar os danos, e é feita especialmente em atletas competitivos para garantir a segurança na volta à prática. Pessoas, por exemplo, que façam entorses com bastante frequência (tornozelo instável) também podem precisar de cirurgia para reparar os ligamentos.



RUTURA DE LIGAMENTOS


A rutura de ligamentos acontece quando os ligamentos que suportam uma articulação são subitamente esticados ou rasgados. Os ligamentos são tecidos fibrosos que mantêm os ossos unidos.


Normalmente, as rupturas ocorrem nas articulações dos membros inferiores, como por exemplo nos tornozelos, nos joelhos ou nos dedos dos pés. Onde é mais comum a ruptura de ligamentos é na articulação do tornozelo.


Ocorre com alguma frequência também nos punhos e nos dedos das mãos, principalmente no polegar.


Uma ruptura pode ser causada por uma queda que leve a uma torção súbita da articulação. Existe maior probabilidade também de sofrer uma ruptura da articulação se houver excesso de peso.

Sintomas:


- Dor espontânea e à palpação
- Edema
- Dificuldade em movimentar a articulação lesionada
- Em situações mais graves, a marcha ou o apoio poderão ser impossíveis
- Poderá aparecer equimose mais tarde (horas/dias) tom escuro (roxo) na pele devido à hemorragia


Cuidados a ter:


- Não voltar à corrida, ou a qualquer outro exercícios pesado, até estar livre das dores e o se médico autorizar;
- Comece a exercitar-se lentamente, quando os médicos autorizarem;
- Faça sempre alongamentos com algum auxílio profissional antes de ir para o ginásio ou de praticar actividades desportivas, isso liberta os músculos e os tendões, o que diminui o esforço sobre os ligamentos;


Uma rutura simples demora entre 8 a 12 dias a ficar recuperada, são aquelas que existe um ligeiro edema e pouca dor à palpação do local lesado.


Uma rutura grave pode demorar mais tempo e muitas vezes necessitar de correcção cirúrgica. É o caso dos Ligamentos Cruzados ou entorses com grande instabilidade do tornozelo.


Tratamento:


Aplicar gelo (10-15 minutos várias vezes por dia, nas primeiras 72 horas) ter sempre em atenção para colocar um toalha à volta do gelo para não ficar com queimadura;


Proteger a articulação, evitando movimentos dolorosos;


Elevar o membro lesionado para ajudar a reduzir o edema e a dor;


Repouso, para diminuir o edema e permitir a recuperação da lesão.


Quando a dor diminuir começar a realizar movimentos normais e lentos.


Ligadura elástica para fazer compressão no local da lesão, assim diminui a hemorragia interna. Os médicos poderão informar para manter a ligadura durante 5 a 8 dias e poderá ter que continuar a utilizar para actividade física durante mais 3 a 4 semanas.


Realizar movimentos várias vezes ao dia na articulação perto da lesão, como por exemplo os dedos das mãos ou dos pés, que não estar com a ligadura. Ao realizar isso, vai evitar rigidez da articulação;


Medicação prescrita pelo teu médico (analgésicos, anti-inflamatórios).



LUXAÇÃO


A luxação é o deslocamento de um ou mais ossos de uma articulação e acontece quando uma força atua direta ou indiretamente sobre o nosso corpo. Algumas vezes a luxação pode estar relacionada com uma fratura de um osso, o que a confunde com entorse ou contusão. Quando o deslocamento entre osso é parcial é chamada de sub-luxação.


Por mais que qualquer articulação esteja suscetível a uma luxação há algumas mais comuns de sofrerem uma luxação: Ombro, anca, joelho, fémur, cotovelo, tornozelo, dedos.


A luxação pode ocorrer em qualquer pessoa e é importante estar ciente, assim como em qualquer situação, ela também apresenta alguns factores de risco:


- Atletas 
- Idosos
- Pessoas com artrite reumatóide
- Bebés e crianças


A luxação pode ocorrer em dois tipos:


Luxação completa: aquela em que os ossos que constituem uma articulação se dividem por completo.
Luxação incompleta: também chamada de sub-luxação, é o deslocamento dos ossos que ocorre de forma reduzida, onde os ossos não se separam completamente.


Causas:


- Traumatismo direto ou indireto;
- Quedas;
- Fratura;
- Lesões congénitas;
- Frouxidão ligamentar, capsular ou muscular formada por doenças crónicas.


A luxação pode causar algumas consequências em outras partes do corpo, como rutura dos tendões que devem ser tratados posteriormente com fisioterapia.


Sintomas:


- Dor imediata durante o movimento
- Perda de movimento
- Dormência à volta da área traumatizada
- Sensação de formigueiro


Com o exame clínico realizado pelo médico é decisivo o diagnóstico da luxação, mas não se consegue ter precisão do local lesionado. Para isso é necessário a realização de um Raio-X para que a confirmação seja feita e o procedimento possa identificar também se houve ou não uma fratura no momento do trauma.


Tratamento:


O tratamento para a luxação precisa de ser justamente com um médico, porque o processo é doloroso e baseia-se em reposicionar o osso no local de origem. Na maioria das vezes o paciente está sob efeito de analgésicos ou anestesia local durante o procedimento.


Dependendo do caso da luxação, ela pode necessitar de intervenção cirúrgica.


Após tudo isso, é necessário que o paciente tenha articulação imobilizada para ter uma melhor cicatrização e evitar outras possíveis luxações.


O tempo de recuperação varia de acordo com o grau da luxação, durante esse tempo serão prescritos alguns medicamentos pelo médico, para que o paciente possa suportar a dor.


Quando a articulação está recuperada, é recomendado que o paciente faça algumas sessões de fisioterapia, para aumentar as amplitudes articulares.



LOMBALGIAS


A lombalgia é caracterizada como uma dor na região lombar, próxima a bacia, ou seja, na região mais baixa da coluna. Essa dor pode ser ligeira ou intensa e pode ter uma duração variável. Quase todas as pessoas sofrem de dores lombares em algum momento das suas vidas.


De um modo geral, as lombalgias interferem de modo significativo nas actividades diárias. No atleta, independentemente do nível desportivo, é também um dos principais motivos de incapacidade física com prejuízo direto no treino e na competição.


Os desportos mais frequentes para sentir dor na região lombar são: a ginástica, o futebol, o remo, a natação, atletismo, entre outros.


A lombalgia não pode ser definida como doença, mas sim um conjunto de sintomas na região lombar.


Em termos clínicos, existem dois tipos de lombalgia, que variam conforme a sua duração:


Lombalgia Aguda: é a mais comum, pode durar de 4 a 6 semanas. Geralmente atinge as pessoas mais jovens e não possui nenhum fator definido, ocorrendo, na grande maioria, após ao exercício físico devido ao excesso de esforço.


Lombalgia crónica: costuma durar aproximadamente 12 semanas, na maior parte pessoas acima dos 35 anos. A sua origem é devido à inflamação de algum nervo da coluna.



As lombalgias podem ocorrer após um movimento específico, como o levantamento de um peso, uma flexão do tronco, ou podem resultar do desgaste relacionado com a idade.


As alterações degenerativas da coluna começam aos 30 anos e aumentam o risco de lombalgias, sobretudo quando algumas actividades são praticadas em excesso.


Contudo a idade não deve ser impeditiva de uma vida ativa e é possível praticar desporto mesmo na presença dessas alterações de carácter degenerativo.


As principais causas da lombalgia são os problemas posturais (má postura): seja para sentar; levantar ou carregar excesso de peso.


Fatores de risco:


- Obesidade
- Sedentarismo
- Tabagismo
- Má postura
- Tipo de trabalho
- Depressão


Como Prevenir?


- Prática de atividades físicas regulares supervisionadas (alongamento, musculação, pilates, hidroginástica, etc.);
- Exercícios antes e depois do expediente (ginástica laboral);
- Mantenha o peso normal;
- Mantenha uma boa postura ( cabeça para cima, ombros retos, peito para a frente, peso distribuído em ambos os pés).


Sintomas:


- Dor intensa nas costas;
- Dor nas ancas, virilhas, coxas e na parte inferior das costas;
- Dor e dificuldade para permanecer sentado ou caminhar;
- Aumento da tensão nos músculos das costas;
- Dor nas costas que piora quando inclina o corpo para trás;
- Sensação de queimadura ou formigueiro em alguma parte do corpo.


Tratamento:


- Bolsas de água quente (colocar na região e deixando aturar cerca de 20 minutos), ter em atenção e envolver com uma toalha para não provocar queimadura);
- Massagens (para aliviar a dor muscular);
- Alongamentos (fazer com ajuda de um profissional para reduzir a dor);
- Repouso (evitar fazer exercícios ou actividades de grande esforço ou de esforço repetitivo, para evitar piorar os sintomas de dor);
- Medicação com prescrição médica.
- O objetivo é ajudar a diminuir a região inflamada, alongando os músculos, combatendo a dor nas costas e devolvendo a integridade da coluna.



Por Ana Silva, Fisioterapeuta


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