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Alimentação e Nutrição na gravidez
Nutrição

17 Outubro 2019

Alimentação e Nutrição na gravidez

Alimentação e Nutrição na gravidez

A gravidez e o mundo do desporto são compatíveis, desde que todos os cuidados, tanto nutricionais como na prática de exercício físico, sejam tomados. (relê o nosso artigo “Gravidez e exercício físico são compatíveis?” )


Hoje em dia, muitas atletas continuam a treinar e a competir depois de engravidar e esta prática tem o aval do Comité Olímpico Internacional.


Durante a gestação, o organismo materno sofre alterações fisiológicas tais como: aumento do volume sanguíneo, refluxo gástrico, obstipação, diminuição de proteínas séricas, entre outros. Este período carateriza-se por uma necessidade nutricional superior para a manutenção da saúde materna, bem como o crescimento e desenvolvimento do feto.


A única fonte de nutrientes para o feto é a ingestão alimentar e reservas da mãe, daí a grávida ter necessidades aumentadas de energia e alguns nutrientes, dependendo do trimestre em que se encontra, não significando para isso “comer por dois”.


O equilíbrio nutricional deve existir, dando especial atenção aos seguintes nutrientes:


- Energia: as necessidades vão aumentando consoante o trimestre. Apenas no 2 e 3º trimestre é necessário aumentar entre 300-450 kcal/dia, ainda assim deve ter cuidado com o aumento de peso que em demasia prejudica a saúde do bebé;


- Proteína: as necessidades deste macronutriente vão aumentando devido à formação da placenta, crescimento do bebé e dos tecidos uterinos. Este aumento de proteína poderá advir de alimentos de origem vegetal (leguminosas), uma vez que o consumo de carne/peixe, por norma, já surge em quantidades superiores ao recomendado;


- Hidratos de carbono: este nutriente é importante, uma vez que é uma das principais fontes de energia. O seu consumo deve ser bem distribuído ao longo do dia, a escolha deve recair sobretudo em alimentos ricos em fibra e com uma absorção lenta (aveia, arroz integral) para não advirem riscos de diabetes gestacional;


- Gordura: uma alimentação rica em ácidos gordos essenciais (ómega 3) é de extrema importância para o desenvolvimento cerebral e sistema nervoso do feto. A ingestão de gordura deve ser equilibrada relativamente aos restantes macronutrientes e composição corporal da mãe;


- Ácido Fólico: o consumo deste micronutriente deve ser aumentado no período que antecede e durante a gravidez, é importante para a redução do risco de desenvolvimento de deficiências no tubo neural do feto. Alimentos como legumes verdes folhosos, cereais integrais e leguminosas, são importantes para manter as reservas. Ainda assim se não for o suficiente a suplementação deve ser ponderada;


- Ferro: representa um dos nutrientes mais importantes na gravidez pois é essencial no crescimento e metabolismo energético do bebé. As necessidades estão aumentadas durante a gravidez e para que a mãe não tenha carências deste nutrientes nem o bebé sofra de baixo peso a nascença ou outras complicações, a suplementação de ferro bem como um consumo de alimentos ricos neste nutriente são aconselhadas no pré-natal.


Existem ainda outras vitaminas e minerais que são importantes ao longo da gravidez, ainda assim deve ser avaliado caso a caso. Daí a importância da alimentação na gravidez ser variada, completa e equilibrada, devendo suprir as necessidades nutricionais da mãe e feto.


A grávida deve ser sempre avaliada por um nutricionista e o exercício físico deve ser supervisionado por um personal trainer (PT), evitando, assim, muitos riscos associados à prática de exercício físico nesta nova etapa da sua vida.


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Por Adriana Martins, Nutricionista


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