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A importância do Treino de Força no futebolista
Treino

22 Julho 2019

A importância do Treino de Força no futebolista

A importância do Treino de Força no futebolista

As principais manifestações de força num jogador de futebol são a força máxima, a força explosiva e a força de resistência. Estas manifestações estão presentes em quase todos os momentos do jogo e vão-se manifestando alternadamente em proporções diferentes, de acordo com as ações e necessidades do jogo.


À globalidade destas três forças, denominamos de força específica no futebol. Estes três tipos de força poderão ser trabalhados de uma força mais isolada ou de uma forma mais global. 


As idades com que podemos iniciar o treino de força pura ou mais específica (direcionada para uma modalidade), não são consensuais, mas estima-se que podemos dividir 3 fases principais no treino desta capacidade condicional. Então, temos uma fase inicial dos 12 aos 14 anos (fase preparatória do treino com pouca carga), uma fase intermédia dos 14 aos 17 anos (iniciar trabalho de força explosiva, mas nunca de força máxima) e uma última fase a partir dos 18 anos, em que podemos fazer um trabalho integral do treino de força (seja ela força de resistência, força explosiva ou força máxima).


As técnicas e as metodologias para trabalhar a força são muito variadas e vão sempre depender da idade e dos objetivos do sujeito. Existem ainda um conjunto de instrumentos que trabalham esta capacidade e que podem ir desde máquinas de musculação, peso do corpo, máquinas hidráulicas, TRX, elásticos, plataformas instáveis e estáveis, barras, halteres, entre outros.


Para se realizar um trabalho de força eficiente temos que fazer trabalho de força “pura” dentro do ginásio (academia) e treino de força de transferência no terreno (campo). Em seguida damos alguns exemplos dos exercícios mais utilizados e mais eficazes em ambos os contextos.


No contexto do ginásio, os exercícios mais utilizados para fortalecer os membros inferiores são: o squat, leg press, knee extension e os lunges.


O agachamento (squat) fortalece principalmente os quadrícipedes, os isquiotibiais, e os glúteos. São músculos muito importantes para correr, saltar e diminuir o risco de lesões.


Fig. I - Squat


No Leg press os músculos envolvidos são os glúteos, o semimembranoso, o semitendinoso, o bícipede crural, o vasto externo, vasto interno e o reto-femoral.


Fig. II - Leg press



No knee extension o músculo envolvido principal é o quadrícipede nomeadamente o vasto interno, vasto externo e o reto-anterior.


Fig. III - knee extension


Nos lunges trabalhamos essencialmente os glúteos mas também os isquiotibiais e os quadrícipedes.


Fig. IV - Lunge


Nos testes de terreno temos também alguns exercícios para melhorar a força dos atletas:


No treino com uma resistência externa conseguimos melhorar a nossa força, a velocidade da corrida e da passada e consequentemente a potência dos membros inferiores.


Fig. V -  Treino resistência externa



No treino pliométrico de multi-saltos (saltos a pés juntos) também conseguimos aumentar exponencialmente os níveis de força dos membros inferiores.


Fig. VI -  Treino pliométrico de multi-saltos 



Os skippings Unilaterais alternados (direito/esquerdo) também permitem um acréscimo de força nos atletas conciliando um trabalho coordenativo bastante benéfico aliado à força e velocidade do atleta.


Fig. VII -  Skippings unilaterais alternados 



Por Hugo Ferreira, Personal Trainer na Academia Bodylab



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