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A importância do exercício físico em doentes cardíacos
Saúde

22 Outubro 2020

A importância do exercício físico em doentes cardíacos

A importância do exercício físico em doentes cardíacos

A doença cardiovascular é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade. A reabilitação cardíaca através do exercício físico é um tratamento precioso para pacientes com um conjunto amplo de doenças cardíacas. (1)


Desta forma, a prescrição deve ser regida pela individualidade e gravidade da situação do doente. As diretrizes atuais apoiam a prescrição de exercício em pacientes após síndrome coronariana aguda, cirurgia de revascularização do miocárdio, colocação de stent coronário, cirurgia valvar e insuficiência cardíaca sistólica crónica estável (pesquisas que demonstram melhores resultados clínicos. (1)).


Os objetivos da reabilitação cardíaca podem ser diferenciados para cada pessoa, podendo ser: Somáticos, Psicossociais ou educativos. As recomendações em todo mundo mencionam a envolvência de uma equipa multidisciplinar no processo de reabilitação.(2)


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Os pacientes devem ser examinados através de:
• Avaliação clínica detalhada;
• Exame físico detalhado;
• Estratificação de risco;
• Teste de esforço limitado por sintomas.


A Prescrição de Atividade Física individualizada pode ser dividida por exercícios que representam qualquer movimento corporal que promovem maior gasto energético, do que em repouso. E, assim sendo, é recomendado:


Nível de atividade física por histórico: atividades domésticas e recreativas para aumentar a atividade física e o apoio social para fazer mudanças positivas.


Atividade física individualizada de acordo com: a idade do paciente, hábitos anteriores, comorbidades, preferências e objetivos.


Um mínimo de 30 min / sessão de atividade aeróbia: exercícios moderadamente vigorosos, pelo menos três a quatro vezes por semana; progressos graduais nas atividades diárias ao longo do tempo, educando sobre a necessidade de o paciente ser ativo.


A Prescrição de Exercício Físico Individualizado é definida como um programa de movimentos corporais planeados, estruturados e repetitivos, com o objetivo de manter ou melhorar a capacidade física.
O treino aeróbio deve ser avaliado pela Frequência Cardíaca (FC), % da FC e % da FC de reserva, pressão arterial antes, durante e pós exercício, para identificar fatores que possam indicar o finalizar do treino.


Estágio Inicial:
• 1/2 semana de 4 a 6 exercícios;
• 15-30 min intensidade baixa.


Segunda fase:
• aumentar o volume para 30 a 60 min, até o paciente chegar a ser capaz de gerir o seu esforço.


Treino Aeróbio: (impedir manobra de valsalva).
• Avaliar a frequência cardíaca através de prova de esforço, normalmente avaliado na bicicleta. Após saber a FC, trabalhar 10 batimentos cardíacos (BC) a baixo do limiar.


Treino de Força:
Este treino deve ser dinâmico, 1 a 2 min. de descanso entre exercícios


Estagio I
• <30% 1-Repetição máxima (RM);
• 12-25 repetições
• 2- 3 treinos por semana.


Estagio II
• 30-50% 1-RM;
• 12-13 repetições;
• 2-3 treinos por semana


Estagio III
• 60-80% 1-RM;
• 8-15 reps;
• 2-3 treinos por semana.


Nota: Estas indicações são gerais, às quais se juntam a recomendação da procura de espaços e profissionais qualificados para intervir na reabilitação cardíaca, após uma análise detalhada do doente e do seu estado clínico.


Por Fábio Oliveira, Personal Trainer na Academia Bodylab


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REFERÊNCIAS:
1. McMahon SR, Ades PA, Thompson PD. The role of cardiac rehabilitation in patients with heart disease. Trends Cardiovasc Med. 2017;27(6):420-5.
2. Price KJ, Gordon BA, Bird SR, Benson AC. A review of guidelines for cardiac rehabilitation exercise programmes: Is there an international consensus? Eur J Prev Cardiol. 2016;23(16):1715-33.