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A Esclerose Múltipla e o Exercício Físico
Saúde

17 Dezembro 2020

A Esclerose Múltipla e o Exercício Físico

A Esclerose Múltipla e o Exercício Físico

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa que afeta o sistema nervoso central. A EM é caracterizada pela perda da mielina que envolve os axónios (desmielinização) e pela perda progressiva dos axónios.


Os axónios são a parte do neurónio responsável pela condução dos impulsos eléctricos (degeneração axonal), levando à neurodegeneração, ou seja, à perda gradual da estrutura e função dos neurónios, incluindo a morte celular.


Dada a variabilidade onde a doença se pode localizar, as manifestações clínicas são diferentes e variam de pessoa para pessoa. De entre os sintomas estão descritos: problemas motores (paresia, espasticidade, ataxia, dismetria, disartria, disfagia, desequilíbrio), sensoriais (parestesias, disestesias, dor), visuais, disfunção dos esfíncteres, alterações cognitivas e emocionais, intolerância ao calor e fadiga.



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Aparece normalmente entre os 20 e os 40 anos de idade e tem maior incidência nas mulheres do que nos homens. De acordo com a Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM), estima-se que existam mais de 2 milhões de pessoas portadoras de E.M. em todo o mundo e cerca de 8000 em Portugal.


Na prescrição de exercício físico para pessoas com Esclerose Múltipla devemos ter em conta as seguintes indicações:


- Em primeiro lugar: compreender o quadro clínico do doente. O médico poderá fornecer informações precisas acerca do nível de progressão da doença e das suas especificidades e indicar dificuldades e limitações fisiológicas, o que é essencial para a programação adequada de exercícios. O contacto com o médico deve ser mantido para trocar informações e possibilitar intervenções coesas ao longo do tempo.


- Em segundo lugar: realizar uma anamnese desportiva, onde se pode observar o seu passado desportivo e assinar as suas preferências; e anamnese clínica, onde se verifica as principais dificuldades decorrentes das incapacidades e as possíveis adaptações que se devem fazer na realização dos exercícios.


- Por último: realizar uma avaliação física para ver os pontos mais fracos do doente e observar a sua evolução.



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Vários estudos têm evidenciado os efeitos benéficos do exercício físico integrado nas atividades diárias de pessoas com EM. Destacamos o aumento da força muscular, o que melhora o equilíbrio, a coordenação e a marcha; a diminuição da fadiga, sintoma mais marcante e o principal motivo da incapacidade para o trabalho e do isolamento social; o decrescimento dos sintomas de depressão, ao permitir interação social com outras pessoas; a promoção do bem-estar físico e do incremento da qualidade de vida.


No entanto, dado a natureza da doença, tem que se ter alguns aspetos em consideração, no que diz respeito ao controlo da fadiga, da espasticidade e da temperatura corporal. Assim sendo, considerando as capacidades, limitações e objetivos pessoais de cada pessoa, pode-se estabelecer um programa adequado de exercícios físicos e tirar o maior partido deste.


Procure um profissional especializado para o ajudar.


Por Susana Marques, Personal Trainer na Academia Bodylab



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Referências:
Garcia, J., Sousa, L., Gonçalves, A., Rama, L.., & Ferreira, J. P. (2016). Benefício do exercício físico para aumento de força em pacientes com esclerose múltipla: Revisão sistemática com meta-análise. Revista Mineira De Educação Física, 24(2), 7-16.


Furtado, O., Tavares, M. (2005) Esclerose Múltipla e Exercício Físico. ACTA FISIATR; 12(3): 100-106


Schiwe D.; Souza, J.; Santos, R.; Menezes, M.; Moraes, J.; Braun, D.; Holler, A.; Comel, J. (2015) FISIOTERAPIA EM PACIENTES PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA. Revista Saúde Integrada, v.8, n. 15-16.


Associação Nacional de esclerose múltipla (ANEM) (2014): http://www.anem.org.pt/?page_id=57


Pinheiro, J.; Serrano, S.; Pedro, L.; (2012). Esclerose múltipla e atividade física. Rev. Medicina Desportiva informa. 3. 8–11.


Rasova, Feys, Henze, Tongeren, Cattaneo, Jonsdottir, Herbenova. Emerging evidence-based physical rehabilitation for Multiple Sclerosis – Towards an inventory of current content across Europe. 2010, Health and Quality of Life Outcomes 2010, 8:76